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Como identificar os sinais do bullying?

Como identificar os sinais do bullying

Muitas vezes visto como algo “normal” ou como uma brincadeira de criança, o bullying vai além de uma piada de mau gosto, sendo responsável por inúmeros transtornos psicológicos em crianças e adolescentes.

De acordo com um levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 países, cerca de 29% das crianças e 46% dos jovens já foram vítimas de bullying, sendo uma situação mais recorrente no ambiente escolar.

Segundo pesquisas realizadas em escolas públicas no Brasil, um em cada cinco estudantes disse já ter praticado bullying pelo menos uma vez.

Diante das consequências graves, escolas particulares educação infantil, fundamental e média, bem como instituições públicas de ensino, têm incentivado a discussões e debates acerca do tema como uma forma de diminuir o bullying.

Além disso, os pais e/ou responsáveis também devem ficar atentos, percebendo alguns comportamentos que podem indicar que a criança ou adolescente é vítima de bullying.

No artigo de hoje, saiba como identificar os sinais do bullying e como contribuir para combater esse tipo de agressão. Acompanhe a leitura!

O que é bullying?

O bullying tem origem do termo em inglês “bully”, que significa valentão, brigão. 

Mesmo sem um conceito próprio no português, o termo é usado para indicar uma ameaça, opressão, humilhação e intimidação de um sujeito, por meio de agressões intencionais, sejam elas verbais ou físicas.

Apesar de ser mais frequente nas instituições de ensino, como situações adversas que ocorrem na escola fundamental 1, como apelidos, ou caçoar de um colega, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, inclusive dentro dos locais de trabalho.

Durante muito tempo, o bullying foi considerado algo inofensivo, como “brincadeiras de criança”. 

Mas percebeu-se que a prática pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa, causando problemas psicossomáticos e traumas (além de causas mais graves, como o suicídio).

Normalmente, crianças e adolescente que sofrem bullying e passam por uma clínica médica diagnóstico apresentam algum transtorno psicológico. Quando não tratado, esse problema pode evoluir e ter consequências muito prejudiciais.

As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, sendo que o assunto entrou em pauta nas últimas décadas – até o ano de 1970, não se tinha um aprofundamento do tema.

O comportamento agressivo e a perseguição sistemática de crianças era visto como algo natural, mas aos poucos, vários especialistas comprovaram a relação do bullying com o desenvolvimento de depressão, ansiedade, vício em drogas e outras doenças.

Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, foi o precursor dos estudos sobre bullying, estudando a relação entre as tendências suicidas dos adolescentes com as agressões escolares.

Hoje, combater o bullying é uma das metas da ONU, sendo uma importante forma de educar para a paz. Tanto que vários colégios desenvolvem folder criativo para conscientizar sobre a prática e adotam medidas rígidas para evitar agressões.

O que é bullying

Quais são os principais tipos de bullying?

Enfrentar as agressões físicas, verbais e psicológicas do bullying pode ser um desafio. Por esse motivo, os pais e/ou responsáveis, conjuntamente com a escola, devem estar atentos ao comportamento das crianças.

O primeiro passo, é identificar os tipos de bullying que podem ocorrer, especialmente no ambiente escolar. São eles:

  • Físico: beliscões, empurrões, chutes, etc;
  • Verbal: xingamento, humilhações e provocações;
  • Escrito: faixas, bilhetes, cartazes e desenhos depreciativos;
  • Material: furto e danificação de pertences;
  • Moral: difamação, calúnias e intimidação;
  • Social: criação de rumores, com objetivo de excluir e humilhar;
  • Psicológico: pressão na psique das vítimas.

Além disso, com o avanço da internet, um outro tipo de bullying surgiu: o cyberbullying

Neste tipo de agressão, a vítima é exposta, humilhada ou intimidada com e-mails, fotos, vídeos e postagens e, devido ao alcance dos meios, há uma rápida disseminação nas ofensas.

Na produção de eventos escolares, é preciso ficar atento ao cyberbullying, já que muitos adolescentes expõem as vítimas em telões ou viralizam uma imagem, com o intuito de excluir e envergonhar.

Em qual faixa etária o bullying é mais frequente?

A prática de bullying é capaz de ser vista em qualquer faixa etária, assim como em qualquer nível de escolaridade. 

Aliás, até mesmo em crianças de quatro anos é possível verificar atitudes abusivas, manipuladoras e dominadoras, que podem desencadear algumas agressões.

Porém, a incidência é maior nos alunos da 3a e 8a série, pois são períodos em que os protagonistas do bullying se definem com maior clareza. De acordo com diversos estudos, a média de idade dos agressores é de 13 a 14 anos, enquanto das vítimas é de 11 anos.

Contudo, nas práticas de combate ao bullying, como aplicação de um totem sinalização para conscientizar os alunos, é preciso focar em todas as escolaridades, uma vez que esse tipo de comportamento está presente em diferentes idades.

Vale dizer que, geralmente, os ataques são produzidos por um grupo de pessoas, o que reduz as possibilidades de defesa da vítima. As estratégias de agressões são, em muitos casos, sutis, mas capazes de constranger às vítimas.

Quais são os principais sinais de bullying?

Quando a criança ou adolescente está sofrendo bullying, ela apresenta alguns sinais que são indicativos dessas agressões. São eles:

1 – Desinteresse pelos estudos

Um dos primeiros sintomas é a falta de interesse na escola. No caso das crianças, elas começam a fazer birras para ficar em casa e os adolescentes inventam desculpas para evitar ao máximo a frequência nas aulas.

2 – Machucados e hematomas

As agressões físicas podem deixar machucados nas crianças e adolescentes. Se a vítima aparece frequentemente com roxos, ralados, arranhões e ferimentos, é o momento de ter um pouco mais de atenção.

3 – Isolamento

A vítima de bullying costuma se isolar dos colegas de classe e até mesmo da família. Além disso, a criança ou adolescente evita praticar atividades extracurriculares ou participar de eventos na escola.

4 – Baixa autoestima

É comum que os adolescentes busquem ficar mais atraentes, pedindo roupas novas, realizando limpeza de pele masculina ou feminina, entre outros. 

Mas a vítima de bullying costuma a desenvolver vários transtornos relacionados à imagem, além da falta de autoconfiança, sentindo-se incapaz e insuficiente.

Se o jovem costuma a reclamar muito de sua aparência e queixa-se de incapaz com frequência, pode ser um sinal de que está sofrendo bullying.

5 – Agressividade

Ataques de irritabilidade e agressividade podem ser preocupantes, principalmente se o jovem sempre mostrou um comportamento mais calmo. Muitas vezes, a vítima bate em si mesma, nos irmãos ou parentes próximos, o que indica um alto nível de estresse.

Esses sinais indicam que a criança ou adolescente está guardando uma carga muito pesada de sentimentos reprimidos, e o ataque nada mais é que uma explosão de tudo isso.

Para tratar a agressividade, recomenda-se procurar um psicólogo ou psiquiatra, além de investir em terapias alternativas, até mesmo buscar por uma Clínica de acupuntura.

6 – Transtornos alimentares

Os transtornos alimentares são sintomas muito recorrentes nas vítimas de bullying. 

Isso porque grande parte das agressões estão relacionadas com características físicas e, desse modo, a criança ou adolescente passa a adotar práticas incomuns de alimentação.

As meninas são as mais afetadas, sofrendo com bulimia e anorexia. Mas, o contrário também ocorre, como o apetite descontrolado devido à ansiedade e estresse.

7 – Queda no desempenho escolar

Pelo medo de retornar à escola, bem como pelo estresse e ansiedade frequentes, a criança ou adolescente passa a ter uma queda no desempenho escolar. 

Isso pode ser visto nas notas, na falta de comprometimento com tarefas e no descuido com os materiais.

A queda no desempenho escolar é vista, em um primeiro momento, pelo professor. Por esse motivo, é importante que os educadores também estejam aptos para verificar os sinais de bullying e, com isso, entrar em contato com os pais e/ou responsáveis e a escola.

7 - Queda no desempenho escolar

Como combater o bullying?

Combater o bullying é um trabalho contínuo, que demanda a participação dos pais e responsáveis, além da escola, dos educadores e de toda a sociedade. 

Por isso, o primeiro passo é desenvolver ações de conscientização dos alunos.

Além do mais, as instituições de ensino devem prezar por ambientes inclusivos e com valores positivos para diminuir o clima de intolerância e evitar a discriminação. 

A ideia é criar um espaço de cultura do respeito mútuo, para que as crianças e adolescentes possam conviver em harmonia.

É fundamental que todos participem das iniciativas de conscientização contra o bullying – isto é, tanto os agressores, quanto as vítimas. 

Além disso, a família tem um papel muito importante, pois ela ajuda a perceber os sinais da violência e, com isso, cobrar a escola e buscar a ajuda necessária.

Vale ressaltar a importância da instituição de ensino no fornecimento de mecanismos de denúncia anônima para que toda a comunidade escolar possa atuar contra o bullying, além de serviços de orientação e apoio psicológico aos estudantes.

Conclusão

O bullying é uma prática muito frequente nas escolas e que precisa ser combatida.

Para isso, é preciso compreender como se dá essa agressão e, desse modo, formular estratégias de conscientização para alunos, professores, pais e/ou responsáveis e toda a comunidade.

Com isso, será possível orientar uma educação voltada para a paz e promover um ambiente de ensino mais harmonioso, inclusivo e respeitoso.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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