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A importância da educação inclusiva

A importância da educação inclusiva

Algumas pessoas ainda devem se recordar de que antes, no Brasil, havia uma divisão entre Escolas Regulares e Escolas Especiais, no tocante à oferta de educação para PCDs, ou seja, as Pessoas com Deficiências.

Naturalmente, essa visão foi superada e afastada como sendo bastante limitada (e limitante). O que a substitui hoje é uma compreensão do papel da escola enquanto agente de integração social e de convívio, com foco na diversidade de pessoas e classes.

A origem dessa convicção é bastante clara e tem uma conexão muito forte com a questão daquilo que hoje chamamos de “educação inclusiva”. Trata-se do fato de que cada aluno tem uma biografia diferente, pois ninguém é igual ao outro.

Na prática, isso quer dizer que a escola congrega todos os tipos de crianças e adolescentes, seja em termos de condições intelectuais e físicas, seja no tocante aos aspectos emocionais e até mesmo sociais e financeiros.

De fato, enquanto alguns alunos começam a revelar inclinações para os números, ciências e matemática, outros mostram talentos na área de linguagem, poesia e artes. O que mostra diferenças enormes na sensibilidade e na aptidão.

Graças a essas especificidades, cada aluno tem seu próprio tempo de aprendizagem, seu modo de criar e se expressar, bem como sua maneira particular de relacionar-se com o meio. Quando incluímos as PCDs nessa fórmula, o desafio fica ainda maior.

Neste sentido, a educação inclusiva nada mais é do que aquilo a que todos deveriam ter direito. Ou seja, ela respeita princípios fundamentais que deveriam ser um direito não apenas deste ou daquele, mas de todos os jovens.

Neste caso, já em 2006, a Assembleia Geral da ONU havia adotado o texto da “Convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência”, que em seu Artigo 24 aprofunda a questão do direito à educação inclusiva, bem como das disposições necessárias para isso.

Então, se você quer compreender como a inclusão pode ser feita em uma sala de aula, e quais os benefícios que ela traz para as crianças e a sociedade, basta seguir adiante na leitura.

O que exatamente é uma educação inclusiva?

Como vimos acima, a “educação especial” já era conhecida no sistema nacional. Porém, ela tem algumas diferenças radicais quando comparada à Educação Inclusiva, que envolve uma concepção muito mais abrangente.

Pense no caso de uma escola de recreação infantil. Ela não precisa se preocupar ou dedicar-se à questão da diferença essencial entre alunos, uma vez que suas atividades são voltadas apenas para a socialização e o cuidado das crianças.

Quando os pequenos avançam no ensino, porém, começa a surgir uma série de demandas que dependem da concepção que temos de educação e ensino. Aí é que entra o papel da inclusão, que pode ter de lidar com as seguintes deficiências:

  • Auditiva;
  • Visual;
  • Intelectual;
  • Física;
  • Múltipla.

A grande diferença é que se a escola especial tinha seu foco em afastar essas crianças deficientes da rotina estudantil das demais crianças sem deficiência, a ótica inclusiva traz a necessidade de socialização entre os dois grupos.

Nesse sentido, a educação se torna um “processo social”, e não apenas uma forma de transmissão de conhecimentos. Naturalmente, não são só os alunos que ganham com isso, mas também os professores e mestres.

As adaptações pelas quais o ambiente precisa passar, que podem ir desde a melhoria de um simples corrimão de ferro para escada interna até a presença de dois professores em sala, são uma consequência naturalmente implicada no processo (abaixo aprofundado).

O que exatamente é uma educação inclusiva?

Trata-se, enfim, de reconhecer as diferenças em vez de apenas rotulá-las. Ou ainda, é o caso de dar o devido valor a cada diferença e potencializá-las.

Por essa razão, é necessária toda uma rede de apoio que una pais, mestres e profissionais da área da saúde, assunto que também trataremos adiante.

Como respeitar os diferentes ritmos

A definição técnica de escola inclusiva é bastante simples: trata-se de uma escola que simplesmente acolhe todos os tipos de alunos, sem levar em conta qualquer diferença de condições ou preconceitos.

Para efeito de exemplo, podemos mencionar uma cultura corporativa industrial. Se ela focar em automação corporativa, só encontrará vantagens, em termos de avanços tecnológicos e otimização de processos, pois quanto menos variação, melhor.

Contudo, a mesma empresa certamente não utilizará esse tipo de automação quando o assunto for o convívio entre os funcionários e, mais ainda, as reuniões estratégicas para criação de metas e desafios para o futuro.

O mesmo vale para uma escola inclusiva, que se aproxima muito mais do segundo cenário do que do primeiro, por rejeitar processos genéricos, preferindo as abordagens únicas.

Ainda no exemplo corporativo, seria como pensar numa confecção de adesivos personalizados. De fato, a “customização” é um jargão bastante parecido com o da escola inclusiva, uma vez que nela tudo deve ser pensado no caso a caso.

Também é daí que nasce um ambiente apto a favorecer os diferentes estilos de aprendizagem e ritmos de avanços.Além disso, um aspecto muito importante que tem se sobressaído nas últimas décadas é o da legislação. No Brasil mesmo, já contamos com a famosa Lei Brasileira de Inclusão (de número 13.146, do ano de 2015), implementada em 02 de janeiro de 2016.

Ela já vem representando um grande avanço nesse sentido. Além disso, a Lei prevê punições para qualquer atitude discriminatória em ambiente escolar. Lembrando que todos esses estímulos vêm da própria ONU, a Organização das Nações Unidas.

Socialização entre pais e profissionais

Um aspecto que foi referido na introdução e merece destaque é o da socialização entre pais, professores e profissionais da área da saúde.

Naturalmente, quem deve orientar todo esse processo é a própria escola. Assim, tudo começa no acompanhamento do trabalho dos professores, a fim de dar todo suporte que ele venha a precisar diariamente.

Além de um segundo professor em sala de aula (que pode ter formação básica ou específica), também é possível integrar estagiários. A própria socialização entre pais e famílias também pode ocorrer no ambiente escolar.

Como, por exemplo, no aniversário de uma das crianças, com tudo o que uma festinha tem direito, desde comidinhas e bebidas até uma cenografia 3d. Isso favorece os laços entre pais que enfrentam os mesmos desafios e dividem as mesmas emoções.

Sobre infraestrutura e inclusão

Já ficou claro como esse sistema pode ser benéfico para as crianças. Outra dúvida muito comum diz respeito a como essa inclusão pode ser feita em uma sala de aula. Na verdade, é bem simples. 

Por exemplo, uma empresa de pintura de faixas para estacionamento pode adaptar ambientes em sala de aula para a melhor compreensão de um conteúdo visual, voltado para alunos com deficiência auditiva.

Ou seja, no fundo depende da demanda de cada aluno. A ideia é justamente que não haja cenários montados segundo teorias adaptadas, de cima para baixo, mas processos adaptativos, que se alteram conforme a demanda real.

Em outros casos, alguns ambientes podem ser adaptados em termos de acessibilidade. Isso pode ir desde as famosas rampas de acesso até uma placa informativa para banheiro que priorize, por exemplo, o uso rotineiro por parte de deficientes físicos.

De fato, conforme previsto na supracitada Lei 13.146/2015, cabe à escola fornecer aos alunos todos os recursos necessários para que nenhuma criança fique de fora de qualquer atividade, daí a importância da colaboração de profissionais multidisciplinares.

Às vezes, trata-se de ir além do paradigma centrado em educação-ensino. Afinal, há várias formas de transmitir conhecimento e de promover a socialização, as quais podem ir para além das quatro paredes da sala de aula.

A título de exemplo, a participação de crianças com deficiência auditiva em aulas de educação física, que podem contar com uma camisa time futebol infantil personalizada. Já não no velho sentido de discriminação, mas de garantir que ninguém se machuque.

O que é um Projeto Político Pedagógico?

Quem trabalha ou já trabalhou com o ambiente escolar sabe que toda instituição educacional precisa fazer a elaboração do seu próprio PPP, que é o famoso Projeto Político-Pedagógico.

O que é um Projeto Político Pedagógico?

Basicamente, ele deve conter os seguintes horizontes:

  • Identificação da escola;
  • Contexto geral;
  • Missão e Valores;
  • Planos de ação;
  • Recursos disponibilizados;
  • Dados sobre o aprendizado;
  • Diretrizes pedagógicas;
  • Entre outros pontos.

Naturalmente, no caso da educação e das escolas inclusivas, o PPP se mostra ainda mais importante. Realmente, é ele quem vai unificar todos os fatores citados acima, desde as questões legais, até os aspectos de infraestrutura e socialização.

Também é ele quem estabelece o intercâmbio com outras instituições, pois há casos mais severos em que alunos enquadrados como PCDs precisam frequentar, no contraturno, escolas especiais, como apoio e complementação.

Seja como for, tudo isso deixa claro como a educação inclusiva é importante, não apenas para as crianças com deficiência, mas para toda a sociedade.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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