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Como a música influencia no humor das pessoas

Como a música influencia no humor das pessoas

Talvez você nunca tenha ouvido falar do “córtex auditivo”, uma área localizada no nosso cérebro que nos ajuda a identificar uma música e distingui-la de uma simples fala. Mesmo assim, certamente você já percebeu que a música influencia no humor.

Quem explorou essa relação cerebral e biológica com a arte musical foi a revista científica Neuron, em uma importante edição de 2015. A publicação é norte-americana e trouxe várias contribuições para o tema, que serão abordadas adiante.

O mais interessante é que experimentos parecidos já foram feitos em outros momentos, alguns dos quais simplesmente resgataram ou comprovaram alguns conhecimentos já antigos, como os efeitos da famosa “canção de ninar” no sono de uma criança.

Também assim, alguns movimentos históricos deixam claro como o gênero ou estilo musical é capaz de trazer consigo toda uma cultura e postura sociais. Veja-se, por exemplo, o rock, associado à rebeldia e à revolta, ou o reggae, associado à tranquilidade e à paz.

Mais recentemente na história, também surgiram as terapias musicais. Hoje, a musicoterapia pode auxiliar pacientes com tendências à depressão, transtornos de ansiedade e até mesmo nos momentos pré-cirúrgicos ou no Mal de Parkinson.

Noutros casos, a música auxilia no tratamento de quem sofre de déficit de interação social, chegando a impactar positivamente pessoas que sofrem de autismo. De fato, esse tipo de “comunicação não verbal” pode despertar a empatia e até gerar iniciativa.

No fundo, toda expressão artística tem o poder de impactar o ser humano de maneiras nem sempre racionais, que remetem ao inconsciente ou, pelo menos, à funções do cérebro cuja funcionalidade a maioria de nós ignora.

Para compreender melhor como exatamente isso funciona, e como a música influencia no nosso humor e em muito mais, basta seguir adiante na leitura.

Tudo começa no nosso cérebro

Nem sempre pensamos assim, mas a música e o som são algo material, algo que existe fisicamente, embora seja invisível. Aí é que entra o ritmo, o primeiro elemento da música a impactar diretamente o nosso cérebro.

É a famosa “música de elevador”, que às vezes nem percebemos, ou pensamos não perceber. No comércio, se você entra em uma clínica de preenchimento contorno facial, a música de fundo também pode passar “despercebida” por você.

Na verdade, o nosso cérebro sempre capta esses sons, embora nem sempre a gente racionalize o processo. Na sequência vem a harmonia, nesse momento o cérebro como que “desperta”, e passa a interagir com a música ou som de fundo.

O mais intrigante da música enquanto fenômeno bioquímico ou cerebral é que, apesar de tocar em partes específicas do cérebro, no fim ela é capaz de alterar o conjunto, desencadeando outras funções que vão muito além do elemento auditivo.

Assim, quando ritmo e harmonia se unem, a experiência musical percorre o tronco cerebral, depois o tálamo (estrutura localizada na região chamada diencéfalo), então os lobos temporais e, enfim, outras áreas secundárias.

Tudo começa no nosso cérebro

Nisto entra a questão do estado mental da pessoa, e do humor, que aprofundaremos adiante. Um exemplo prático é o uso da música em clínicas ou em sessões de depilação a laser masculina, intervenções que exigem que a pessoa esteja relaxada.

Deste modo, a música se revela uma aliada na hora de criar o ambiente perfeito para o serviço. O mesmo vale para vários outros segmentos e nichos de mercado.

A questão do nosso estado mental

O Brasil é um país que tem uma diversidade de expressões musicais bastante grande, indo desde ritmos mais dançantes e alegres até outros melancólicos ou mesmo agressivos. Em todo caso, a música acaba impactando diretamente no humor das pessoas.

Também é comum, tal como em outros países, associar a música ao fim de semana e momentos de comemoração ou simples reunião entre amigos, o que pode ir desde um som de fundo em um jantar, até o aluguel de som para festa.

O que se busca em todos esses casos é, sabendo-se ou não disso, impactar no estado mental das pessoas. Numa festa ou celebração, por exemplo, espera-se que todo mundo esteja feliz, não é verdade?

De fato, é possível deixar uma pessoa mais eufórica e mais alegre apenas por meio da música. Contudo, também é possível causar desânimo e induzir o baixo-astral. Além do que já falamos sobre o cérebro, tudo isso tem outras causas físicas.

Trata-se dos famosos neurotransmissores da serotonina e da dopamina. Ambos são conhecidos, respectivamente, como hormônio da alegria e da recompensa, e podem ser desencadeados pela música.

Esses neurotransmissores são uma substância química capaz de regular várias funcionalidades do cérebro e do corpo, que vão muito além do humor, tais como:

  • A qualidade do sono;
  • O ritmo cardíaco;
  • O apetite e a alimentação;
  • A temperatura do corpo;
  • O funcionamento da memória;
  • Entre outras funções.

Por exemplo, um homem que faz a micropigmentação sobrancelha masculina que estava esperando a tanto tempo, provavelmente vai receber uma dose natural de dopamina, que atua diretamente no aspecto motivacional de obter o que se deseja.

Hoje em dia, é muito comum ouvir falar dessas questões em ambiente corporativos, justamente porque tais elementos podem influenciar diretamente na produtividade das pessoas, nas busca por metas e daí em diante.

Aliás, a música também tem se mostrado fundamental em ambientes assim, como na hora de finalizar uma reunião importante ou de iniciar um evento corporativo.

O que é uma “dieta sonora”?

Quem nunca se “agarrou” a uma música para superar um momento difícil, ou quem não é capaz de despertar a memória afetiva só de ouvir uma música da infância, talvez da adolescência e dos primeiros namoros?

Todos esses fenômenos têm ido muito além da musicoterapia citada acima. Certamente você já ouviu falar em dieta simples para emagrecer, mas e em “dieta sonora”? Pois é, trata-se de uma tendência que tem se disseminado nos últimos anos.

Se ela realmente funciona ou não, cabe à ciência comprovar, mas isso demonstra como a música já tem sido associada de maneira crescente a impactos no próprio corpo. Aliás, isso é especialmente importante para pessoas com limitações físicas.

O que já se comprovou é que o ritmo e a harmonia podem influenciar, de modo que os sons adequados levam pessoas ao equilíbrio psicológico, comportamental e até mesmo orgânico.

Em sentido mais amplo, a “dieta sonora” consiste em várias atividades, por exemplo:

  • Aprender a tocar um instrumento;
  • Praticar movimentos de dança;
  • Participar de grupos musicais e teatrais;
  • Praticar canto e vocalizações dirigidas;
  • Ouvir música por hobby, entre outras.

Tudo isso ainda faz lembrar como a música é utilizada não só por ambientes corporativos, mas também por outras organizações humanas. Um exemplo clássico é o da religião, que quase sempre inclui músicas e sons rituais.

Os extremos do que ela pode desencadear também tem um aspecto legal. Por exemplo, não é permitido tocar músicas altas perto de uma casa de repouso zona leste, ao passo que ninguém vai limitar o som de uma festa devidamente legalizada.

Também assim, em espetáculos como filmes, teatros e shows em geral, a música exerce um papel fundamental, igualmente previsto pela lei, de modo que não há implicações em fazer esse uso pré-determinado.

Mais que humor: aprendizado

Até aqui, já ficou claro como a música pode trazer vários benefícios para o ser humano, indo desde aspectos biológicos e orgânicos, até disposições de humor e estados da mente. Mas, talvez, o ponto máximo disso tudo seja o aspecto cognitivo.

Imagine, por exemplo, a concentração que alguém tem que ter para fazer uma aplicação de botox. Embora a música geralmente seja associada a agitação e dança, é possível utilizá-la para estimular a concentração e o foco, seja no trabalho ou nos estudos.

Mais que humor: aprendizado

Mais do que concentração, ela tem um impacto direto na cognição humana, conversando portanto com a inteligência e suas faculdades típicas. Sobretudo no estado de alerta e na recepção ou adaptação do cérebro a informações novas.

Ou seja, uma música pode “oxigenar” o cérebro e favorecer o aprendizado. Isso se chama “plasticidade cerebral”, que diz respeito à capacidade de gerar e adaptar conexões internas do sistema nervoso como um todo.

Ademais, se no curto prazo a música pode ajudar na concentração, no médio e longo prazo, ela favorece o que se chama “reserva cognitiva”. Isso chega ao ponto de facilitar no aprendizado de novas línguas, o que vale para adultos, idosos ou mesmo para crianças.

Por conta disso, instituições educativas ou de cuidado de crianças, que podem ir desde uma escola até uma academia com espaço kids, têm trabalhado cada vez mais com a música no sentido de desenvolver faculdades cognitivas.

Com isso, vemos que a música pode influenciar em muitos aspectos da vida das pessoas, desde um alcance psicológico até o sociológico mais remoto.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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