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Famílias encontram jeitos de driblar preços altos dos alimentos

Famílias encontram jeitos de driblar preços altos dos alimentos

Refeições fora de casa, frutas, leite e derivados são os itens que mais tiveram influência na alta dos produtos

Pesquisa assídua de preço, compras em grupos, aplicativos com promoções, atacado, programas de fidelidade nos supermercados e melhor organização no uso do cartão de vale-alimentação.

Essas são algumas das estratégias adotadas pelos consumidores para manter o carrinho de compras cheio mesmo com os preços dos alimentos nas alturas. 

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), tido como a prévia da inflação oficial no país, os preços de bebidas e alimentos subiram 11,43% nos 12 meses até outubro de 2022.

Esse quantitativo é quase o dobro do ritmo do índice geral, que avançou 6,85% no mesmo período, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conviver com essa realidade comprime a renda das famílias brasileiras, que passam a estocar alimentos e a “caçar” descontos — saídas que ganham espaço para fechar as contas no fim do mês.

Alimentos que mais pesam na alta da inflação

Refeições fora de casa, frutas e leite são os itens que mais têm influência nessa alta dos alimentos, segundo o IPCA-15.

O ranking com os itens de maior peso para a alta de preços inclui ainda pão francês, queijo, café moído, cebola e biscoito. 

O preço da refeição fora de casa aumentou 8,36% nos 12 meses até outubro deste ano. Assim, respondeu por 0,31 ponto percentual da alta de 6,85% do IPCA-15 neste período. O valor representa uma parcela de 4,5% da alta. 

Alimentos que mais pesam na alta da inflação

A segunda maior influência veio das frutas. Os preços desses alimentos subiram quase 30% (29,46%) no resultado em 12 meses até outubro, o que representa 0,27 ponto percentual da taxa. Em seguida, aparece o leite longa vida, com alta de 31,72% dos preços em um ano, o que significa 0,23 ponto percentual da taxa.

O aumento dos preços do leite afeta outros produtos derivados, como iogurte e queijo.

Em quarto lugar, vem o pão francês, tradicional na rotina alimentar dos brasileiros, com alta de 17,12% do preço e 0,13 ponto percentual. Já o queijo subiu 22,61% nos valores em um ano, e o café moído apresentou alta de 35,36%.

O preço da cebola, ingrediente muito usado para o tempero das comidas, disparou 135,87% nos últimos 12 meses, enquanto a alta do biscoito foi de 22,88%.

Planejamento de gastos para as refeições fora de casa 

Como as refeições fora de casa estão no topo da lista dos hábitos ou itens que mais foram afetados pela alta dos preços, é importante que o consumidor entenda como funciona o vale-refeição para que consiga administrar melhor os valores e fazer com que o benefício dure mais. 

Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 52% dos consumidores que contam com o recurso extrapolam o valor antes de o mês acabar.

A proposta do vale-refeição é cobrir as despesas com refeições do trabalhador durante a sua jornada de trabalho. Além de restaurantes, o cartão pode ser aceito em outros estabelecimentos, como lanchonetes e padarias.

No estudo, o educador financeiro da SPC Brasil José Vasignoli dá algumas dicas para planejar como gastar menos.

O primeiro passo é saber quanto se tem e manter atenção ao saldo do benefício. A partir daí, a orientação é estipular um limite diário para os gastos. 

Para ajudar a economizar, vale também pesquisar preços no momento de escolher o restaurante, buscar programas de fidelidade que oferecem descontos ou gratuidade em refeições e tomar cuidado com os gastos extras, como bebida e doces na hora do almoço. 

Planejamento de gastos para as refeições fora de casa 

Estratégias para contornar alta nos preços

Junto à tradicional pesquisa de preços, que compara anúncios e encartes, outras ferramentas que se tornaram aliadas importantes na hora das compras são os programas de descontos nos supermercados e aplicativos.

Nas capitais, por exemplo, grandes redes oferecem preços mais vantajosos para clientes cadastrados em suas plataformas.

Comprar em atacado pode ser outra forma de contornar o aumento dos preços dos produtos e fazer com que o dinheiro renda mais. A Serasa, porém, orienta pesquisar qual tipo de aquisição é mais adequado a cada estilo de vida e de consumo. 

Os conhecidos “atacados” são redes de supermercados que comercializam produtos em maior quantidade e oferecem descontos no valor total. Podem ser uma alternativa para famílias grandes e, principalmente, para a compra de produtos não perecíveis. 

Uma das principais recomendações da Serasa para poupar na hora de escolher o que colocar no carrinho é fazer uma lista de compras antes de sair de casa, com indicações de limite da quantidade de itens e valor a ser gasto.

Ao adquirir somente o que foi planejado, economiza-se tempo e dinheiro. 

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