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Autogestão para o colaborador sustentar o protagonismo profissional

Autogestão para o colaborador sustentar o protagonismo profissional

Vivemos a época das filosofias corporativas, em que as grandes marcas buscam uma verdadeira cultura organizacional que permita atingir os diferenciais necessários. Nesse cenário, a autogestão é fundamental e precisa ser aprofundada.

De fato, após a globalização econômica e o advento da internet, o mercado se tornou tão competitivo e concorrido, que as empresas e profissionais que não souberem se diferenciar vão acabar ficando para trás, perdendo em resultados e oportunidades.

Isso vale para grandes empresas tanto quanto para negócios menores. Imagine uma empresa local de entrega de documentos, por exemplo. Agora pesquise na internet quantas soluções prestam esse mesmo serviço na sua região.

Isso já mostra como é preciso ter uma cultura de crescimento e de excelência, pois em cenários assim cada detalhe pode fazer a diferença, seja um site mais acessível ou vendedores e atendentes mais agradáveis. Depende dos dois lados, portanto.

Aí é que entra o papel de funcionários que tenham espaço para brilhar e dar o máximo de si, pois é impossível que um dono ou mesmo os diretores de uma grande empresa cresçam sozinhos, sem ajuda do colaborador que está na linha de frente.

Neste sentido, as empresas mais modernas já não veem o papel do funcionário como antes. Hoje a riqueza de um negócio não está nos bancos ou nos cofres, mas em uma equipe alinhada, criativa, que trabalha na mesma página e é capaz de se reinventar.

Outro modo de remeter a isso é falar sobre a diferença entre cultura horizontal e cultura vertical. No segundo caso, o que se tem é um formato engessado, que não permite intervenções do colaborador, como uma esteira industrial.

É claro que se o trabalho for 100% mecânico e automatizado isso pode representar vantagens em termos de otimização de recursos e até de precaução e segurança. 

Contudo, mesmo essa fábrica vai precisar de outras equipes criativas.

Afinal, uma coisa é uma indústria moveleira produzir centenas de peças de um modelo de mesa grande para escritório. Outra coisa bem diferente é o pessoal do design projetar o melhor modelo de mesa para escritório que você pode imaginar.

Por isso, decidimos escrever este artigo. A autogestão e o protagonismo é o modo de fazer com que o profissional atue mais ou menos como um designer em qualquer cargo que tiver, podendo criar e agregar muito mais valor à rotina da empresa.

O mais bacana é que esse tipo de postura pode ser desenvolvido para os mais variados cargos dos mais diversos segmentos e nichos de mercado. Seja para fazer mesas ou produzir um delicioso tradicional bolo caseiro.

Portanto, se você quer aprender a fazer uma gestão de talentos incrível ou assumir o protagonismo profissional da sua própria carreira, basta seguir adiante na leitura.

Autogestão: do que se trata isso?

Tudo no mundo corporativo começa com uma boa definição, no caso da autogestão não seria diferente. 

Tecnicamente, trata-se de uma proposta corporativa que tende a diluir e ampliar as alçadas que em outros formatos são hierarquizadas.

Sendo assim, a participação entre as pessoas tende a ser maior, de modo que um conselho dado por um profissional da recepção pode lançar luzes sobre uma decisão que a diretoria precisa tomar em relação ao mesmo ponto.

Na prática, estruturalmente as empresas costumam ter quatro níveis de decisão, que são os seguintes:

  1. A idealização;
  2. A execução;
  3. A realização;
  4. A operação.

Autogestão: do que se trata isso?

Imagine uma fábrica de relógio ponto digital, que teve sua fase inicial de branding e fundação da marca, que é a idealização do negócio.

Na sequência os donos e sócios agem como executivos do próprio negócio, traçando missão, metas e valores.

A realização será feita por meio de gerentes, tutores, gestores e líderes no geral, com a ajuda dos funcionários que ficam responsáveis pela operação.

Agora imagine se todos os funcionários pudessem ter ajudado desde os primeiros estágios, não seria tão ruim assim, não é mesmo? Até porque, com a autogestão, ganha-se muito tempo em termos de implementação de soluções e recursos.

Afinal, ter ideias desconectadas da realidade e das exigências de uma empresa, ou seja, ficar longe demais do famoso “chão de fábrica”, pode gerar uma série de problemas que com o tempo impactam a sustentabilidade do negócio.

O que seria uma autonomia real?

Como vimos, falar em autogestão, gestão horizontal e auto-organização equivale a falar nas mesmas coisas, apenas colocadas com palavras diferentes.

No fundo, quando falamos em autonomia e maturidade profissional, esse formato é o mais indicado para atingir resultados realmente transformadores.

Às vezes, sobretudo em momentos de crise interna em uma empresa, não é incomum um gestor se deparar com um cenário em que seus subordinados parecem pessoas imaturas, pouco comprometidas com os interesses da firma.

Realmente, cabe a pergunta: enquanto funcionário, o profissional costuma pensar antes na Missão, na Visão e nos Valores da marca ou em si mesmo e no próprio salário que virá no fim do mês? Todo profissional precisa perguntar-se isso.

No caso do gestor, essa pergunta é igualmente dramática. Além disso, se a questão já é grave para uma empresa que faz algo como serviço de pinturas, imagine quando a solução lida com a vida humana, como no caso de médicos, enfermeiros e afins.

Por isso, precisamos falar em “autonomia real”. A verdade é que muitas vezes quem atrofia o desempenho e a autonomia de um profissional é o próprio tutor dele, assim como uma cultura organizacional que trata o funcionário como um aluno ginasiano.

Responsabilidade e recompensa

Talvez seja utópico fingir que todo mundo esteja pronto para trabalhar em um formato horizontal de autogestão, cuja produção dependa mais da autocobrança do que de um prazo ou deadline colocado rigorosamente de cima para baixo.

Também é verdade que isso depende muito de cada país, da educação a que cada um teve acesso, além de questões como traços morais e de caráter.

No entanto, se você for pensar, todos esses problemas existem também na cultura vertical. Tanto que os Recursos Humanos de uma empresa existem justamente para evitar esses perfis desalinhados.

Se uma imobiliária que aluga sala comercial pequena precisa de um corretor, certamente ela não vai começar a pagar um salário fixo para qualquer um, sem antes fazer uma bateria de testes e uma entrevista muito criteriosa.

Portanto, trata-se de inserir apenas mais dois elementos principais nessa fórmula, seja você o líder do negócio ou um profissional que busca seu próprio protagonismo: o da responsabilidade e o da recompensa.

No fundo, todos nós temos tendências a transferir responsabilidades (nesse caso seríamos fracos em autogestão), como temos tendência a buscar responsabilidade, especialmente porque isso melhora nossos resultados e nos torna mais livres.

No tocante à empresa, a corporação que queira lidar com isso vai precisar saber trabalhar a recompensa, como ficará claro adiante. 

Sobre a ótica do profissional falaremos no outro tópico, que já será o último.

Entendendo melhor a meritocracia

Quando falamos em recompensa falamos em mérito, ou seja, em reconhecer o trabalho bem feito de maneira prática, e não apenas com um elogio ou um tapinha nas costas.

Ao mesmo tempo, falamos sobre “punir” quem não entrega. Essa punição pode se traduzir na falta de recompensa ou chegar no limite da falta de reconhecimento, que pode levar a desligamentos e afins.

Entendendo melhor a meritocracia

Para reconhecer um trabalho, não tem mistério: é preciso pôr a mão no bolso. 

Se a empresa quer bater metas com funcionários em uma autoescola, como fazer com que mais clientes queiram tirar CNH definitiva ali? Simples, é preciso criar pacotes de bonificação para quem obtiver os melhores resultados. 

Esse é o grande segredo da meritocracia, como também é uma bandeira capaz de despertar a responsabilidade nas pessoas.

Isso pode muito bem atrair perfis de profissionais que buscam protagonismo e valorizam a autogestão, evitando aqueles de postura mais irresponsável.

Bônus: sobre atributos pessoais

Como já ficou claro, a autogestão pode ser vista pela ótica da empresa e de sua liderança, como também pelo lado dos funcionários e de quem vende sua força de trabalho.

De fato, o protagonismo profissional é um assunto que está em alta, pois cada vez mais as pessoas têm buscado por esse tipo de cultura organizacional.

Nesse sentido, é questão de tempo até que apenas as empresas mais alinhadas com isso consigam recrutar os melhores talentos. Ao passo que os colaboradores realmente responsáveis, disciplinados e autogeridos não vão querer as outras.

Pois bem, para colocar-se nesse grupo de elite dos profissionais do mercado é preciso investir em desenvolvimento pessoal e muita autocrítica.

Há um universo de cursos técnicos disponíveis hoje, ensinando algo sobre internet e até uma segunda língua. 

Por exemplo, para atuar na locação de espaço de coworking para multinacionais, o inglês pode fazer toda diferença, certo? Com certeza, porém, só isso não garante uma personalidade de autogestão. 

Falando em cursos, que tal pensar em um de inteligência emocional, por exemplo? Além disso, você precisa ter um networking mais firme e uma comunicação assertiva.

Sem dizer que para compor os profissionais de elite, você também precisa saber aceitar feedbacks, sejam eles positivos ou negativos, pois sem isso não é possível crescer pessoalmente.

Com isso chegamos ao fim, deixando claro que a autogestão aponta para um futuro muito interessante. Em certo sentido, esse futuro já chegou, então não deixe de levar a sério as dicas que foram dadas acima, seja pela ótica da empresa ou do colaborador.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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