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Como o estudo da psicologia impacta na vida pessoal

Como o estudo da psicologia impacta na vida pessoal

Talvez nem todo mundo tenha “um pouco de psicólogo”, mas com certeza o estudo da psicologia, ou do comportamento humano, tem um potencial de ajudar não somente quem vai desfrutar dos trabalhos de um psicólogo, mas o próprio estudioso da área.

Hoje em dia, é ainda mais fácil compreender como a psicologia está ligada ao autoconhecimento e aos potenciais de desenvolvimento de cada um. O universo de conteúdos motivacionais e de aumento de performance individual está aí para provar isso.

No Brasil, o estudo formal e superior de Psicologia é um curso que tem cinco anos de duração. Além de compreensão sobre o comportamento e os tipos de personalidade existentes, o aluno vai aprender na prática como fazer a análise da mente humana.

Inclusive, a interseção com a medicina tradicional e biológica é bastante grande, já que não é raro a saúde da mente se mostrar intimamente ligada à saúde do corpo. Nisto entra o papel do psiquiatra, que tem licença para medicar pacientes.

Já o psicólogo, no sentido estrito do termo, desenvolve apenas a conversação. Mas isso não reduz de modo algum o seu alcance, e pode mesmo ampliar sua capacidade analítica, por se focar no poder da palavra e nas minúcias da comunicação.

Também é nesse sentido que vai o fato de que o estudo da psicologia pode impactar a vida pessoal de quem se dedica a tal formação acadêmica. Por isso mesmo, se você quer entender como isso se dá, basta seguir adiante na leitura.

Quais são os ramos e áreas da psicologia?

Primeiramente, é preciso lembrar que existe um Conselho Federal de Psicologia (CFP) que regulamenta todos os pontos essenciais do exercício da atividade de psicólogo em nosso território nacional.

Assim como profissionais da área de estética e harmonização facial homem devem satisfações ao CFM, que é o Conselho Federal de Medicina, bem como aos demais CRMs (Conselhos Regionais de Medicina), o mesmo ocorre em psicologia.

É justamente uma resolução do CFP (a de n° 13/2007), que consolidou a última versão das especialidades possíveis dentro da área de Psicologia. As funções ou cargos descritos foram os seguintes, nesta ordem:

  1. Psicologia do Trabalho;
  2. Psicologia Jurídica;
  3. Psicologia Educacional;
  4. Psicologia de Trânsito;
  5. Psicologia do Esporte;
  6. Psicologia Clínica;
  7. Psicopedagogia;
  8. Psicomotricidade;
  9. Psicologia Hospitalar;
  10. Psicologia Social;
  11. Neuropsicológica.

Isso já demonstra como o universo da Psicologia é imenso e pode impactar de maneiras distintas a vida de um profissional da área.

O mais enriquecedor, neste sentido, é que o psicólogo pode se interessar pelos efeitos positivos da limpeza de pele profunda profissional na autoestima de uma mulher, como pode estudar fenômenos da educação infantil.

Áreas consideradas mais recentes, como a da Psicologia do Esporte, também têm um alto potencial de engajar jovens e adolescentes que não imaginam ver na Psicologia um campo possível de conhecimento para quem tinha vocações ligadas ao corpo físico.

Sobre os protocolos e códigos de ética

Não é segredo para ninguém que as profissões de médico, psiquiatra e psicólogo são fiscalizadas de perto pela lei nacional, e que por isso mesmo elas devem cumprir uma série de protocolos e exigências pré-estabelecidas.

Aliás, se um médico que lida com glaucoma infantil precisa respeitar todos os códigos de ética profissional da sua profissão, o psicólogo vai além, pois sua profissão exige um nível de confidencialidade incomum.

Tanto que, até pouco tempo atrás, ainda havia no Brasil a lei de que psicólogos e padres não eram obrigados a denunciar uma pessoa que tivesse reportado um crime a eles. O ponto central aí é o da confidencialidade.

De fato, um psicólogo jamais conseguirá tratar um paciente caso este manipule as informações ou falte com a verdade. Por conta disso, o potencial que um psicólogo tem de saber “segredos” sobre uma pessoa é enorme, e é aí que entra a ética.

Talvez, uma das maiores mudanças ou impactos que o estudo formal da Psicologia possa ocasionar na vida pessoal de alguém, seja essa da orientação ética e moral que precisa ser feita como pano de fundo para a atuação do profissional.

Além de trabalhar para promover a saúde e qualidade de vida do próximo (o que, aliás, o profissional faz sob juramento), ele precisa focar-se na importância que o sigilo tem na vida de cada ser humano, o que pode revolucionar sua visão da dignidade individual.

Sobre os protocolos e códigos de ética

Certamente, o profissional que trabalha com audiologia ocupacional tem sua ética. Tal como qualquer profissional, aliás; desde um diretor de empresa até um vendedor ambulante. Mas nenhum deles tem nas mãos os segredos dos seus clientes/pacientes.

Uma prova muito clara disso é que um dos princípios éticos do CFP está totalmente alinhado com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da própria ONU (Organização das Nações Humanas).

Por exemplo, quais profissionais precisam estar disponíveis sempre que um cliente se mostra aflito ou em crise severa? No caso dos psicólogos, há alguns que atendem o telefone de madrugada.

Mais ainda: quais são os efeitos da criolipólise papada na vida de uma pessoa que sofria de dismorfofobia, que é o trauma ocasionado por alguma característica física considerada fora dos padrões de beleza da sociedade?

Pois é, pouca gente sabe, mas cabe ao profissional da psicologia garantir que a universalização e o acesso de informações desse tipo cheguem à população em geral, por meio de seu trabalho. Seja ele de tipo remunerado ou pró-labore.

Tudo isso tem um potencial incrível de impactar a vida pessoal de qualquer ser humano, o que também demonstra como a inclinação natural de quem cursa psicologia é preocupar-se com o próximo e com questões intrincadas sobre a realidade humana.

Aplicação profissional e autoconhecimento

Embora haja regulamentação e orientações por parte do CFP, na prática não existe nem pode haver um currículo fixo de Psicologia, já que cada universidade precisa dar a tônica que preferir aos seus cursos, enriquecendo a diversidade.

É mais ou menos como uma dieta fácil para emagrecer, que pode seguir uma série de diretrizes diferentes para chegar à mesma finalidade. Desde que não descumpra com a ética, é claro.

As disciplinas mais comuns são as seguintes, e também já dizem muito sobre como a Psicologia pode impactar pessoalmente na vida dos seus estudantes:

  • Corpo e Sexualidade;
  • Neuropsicológica;
  • Direitos Humanos e Ética;
  • Psicopatologia;
  • História da Psicologia;
  • Teoria e Técnicas Psicoterápicas;
  • Psicologia Social;
  • Genética e Gênero;
  • Psicofarmacologia.

Além, é claro, de disciplinas mais abrangentes, como Psicologia Geral e Teoria Psicanalítica, que contribuem enormemente para cada pessoa crescer em termos de autoconhecimento.

Ou seja, além de o estudo de diversas áreas do conhecimento favorecer uma ampla área de atuações possíveis (e até mesmo de o profissional da área empreender por conta), ele contribui para o melhor entendimento de situações da vida pessoal.

Por exemplo, mostrar que é bom que uma cirurgia como preenchimento maçã do rosto possa melhorar a autoestima de alguém, ou ainda que soluções financeiras possam facilitar a vida de casais que passavam pelas habituais dificuldades do começo de uma vida juntos.

Mas todos sabemos que a vida traz uma série de desafios que vão muito além, alguns dos quais talvez nem sequer tenhas soluções, ao menos não no curto prazo. 

Aí é que a Psicologia se mostra diferenciada, ajudando qualquer um a lidar com suas adversidades.

Além disso, ela favorece a formação de líderes, sejam os gestores de uma empresa ou uma pessoa que vá chefiar uma família, um time esportivo, uma comunidade social, etc. Afinal, ela pode explicar a empatia, a paciência e a compreensão como nenhum outro estudo.

Aplicação profissional e autoconhecimento

Bônus: uma visão científica da vida

A Psicologia deve ser a área que mais oscila entre as ciências “duras” e as “leves”, isto é, entre os cursos de humanas e os de exatas. Por um lado, ela obviamente é uma conquista da área de “humanas”, por outro, ela é profundamente científica e exigente.

Afinal, como vimos, a Psicologia vai lidar com a vida e o futuro de milhões de pessoas. Por isso, esse profissional deve cumprir as exigências científicas referidas acima, mais ou menos como um cientista físico que realiza um ensaio de dureza vickers.

Ao mesmo tempo, deve ter a delicadeza e sensibilidade de um artista. Nisso está um dos impactos mais lindos que a Psicologia pode ter, no sentido de humanizar seu estudante, ao mesmo tempo que desenvolve nele um pensamento sereno e crítico.

Com isso, vemos que realmente o estudo da Psicologia pode impactar na vida pessoal de qualquer um, inclusive no sentido de ampliar o autoconhecimento e os talentos da empatia e até da liderança.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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