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Qual a origem da música?

Qual a origem da música

Danças, festividades, celebrações, rituais. A origem da música está associada a inúmeros eventos da humanidade, percorrendo desde os tempos mais longínquos até chegar às canções que conhecemos hoje.

Afinal de contas, podemos ouvir a música em quase tudo. Seja nas velhas cantigas de criança, ou até mesmo quando ela está silenciada, mas representada como onomatopeia em um banner para academia.

Por isso, como se fosse um elemento mágico, a música permeia a nossa vida. Mas qual a origem da música?

O artigo de hoje pretende responder essa pergunta. Por isso, convidamos você para essa jornada única, navegando em pautas e partituras. Vem com a gente!

Um pouco de História Antiga

A música é um dos principais elementos da nossa cultura. Há poucos indícios que revelam exatamente quando ela surgiu, porém, acredita-se que desde a Pré-História, alguns homens já fabricavam pequenos instrumentos para a reprodução de sons.

Inspirados sinais da natureza, o homem pré-histórico tentava imitar a cantiga de pássaros e os ruídos da floresta.

A primeira flauta que se tem registro data do ano de 60.000 a.C. (antes de Cristo), feita em osso. Em 3.000 a.C, temos a presença das primeiras liras e harpas na Mesopotâmia. 

No Panteão Grego, o deus Apolo rege as artes, aparecendo com uma lira na mão. Inclusive, a Grécia Antiga é palco para a música e a poesia, que eram consideradas as principais manifestações artísticas da época.

Os gregos consideravam que a música os aproximavam dos deuses, sendo um caminho para a perfeição. As famosas tragédias gregas, por exemplo, eram encenadas através de cantos, acompanhadas de liras, cítaras e aulas.

Além disso, vários pensadores da Grécia se dedicaram ao estudo da música. É o caso de Pitágoras, um grande filósofo e matemático, que descobriu os intervalos musicais.

Na Roma Antiga, a música teve bastante influência do grego e etruscos. No entanto, as cantigas eram usadas para eventos bélicos, sinalizando as guerras, ações do soldado e também hinos das vitórias. 

Além disso, a música tinha um grande papel na religião e nos rituais sagrados, já que os cultos eram regidos por cantigas. 

No Oriente, a música refletia muito a identidade dos povos. Os chineses, por exemplo, além de usarem as canções em eventos religiosos e civis, também compunham partituras que registraram momentos históricos importantes da vida do imperador.

A música na Idade Média

A Idade Média foi um período bastante obscuro na história da humanidade, pois muitas culturas acabaram sendo “mal vistas” por não seguirem os mandamentos da Igreja Católica. As restrições também caíram nas músicas, sendo que somente as canções religiosas eram permitidas.

Nesse período, a música predominante era o canto gregoriano ou cantochão. Mas mesmo com as restrições, houve um grande desenvolvimento da música, com os trovadores e menestréis, que se arriscaram nas composições consideradas “profanas”.

Tanto que a Igreja acabava condenando quem tocasse músicas que não eram aprovadas pela instituição. Ou seja, tudo tinha que passar pelo crivo dos clérigos.

Ainda nesse período, vale citar o nome do compositor Guido d’Arezzo, um monge católico que ficou conhecido por criar a pauta de cinco linhas, além de definir a altura das notas e o nome de cada uma. Assim, nasciam as partituras como conhecemos hoje.

Tanto que muitas músicas dessa época, ainda são ensinadas em aula particular de piano, graças ao registro das canções em partituras.

Renascimento: um novo período para a música

O Renascimento (séculos XV e XVI) foi um período marcado por grandes avanços na ciências e nas artes, com a renovação dos ideais da cultura greco-romana e o rompimento com as diretrizes autoritárias da Igreja Católica.

Até hoje é possível perceber as influências renascentistas em várias manifestações artísticas, como nas danças em aula de ballet masculino, na pintura e, é claro, na música.

Nesse período, há um crescimento das músicas profanas, embora as grandes produções ainda ocorressem na Igreja.

Um dos grandes representantes da música no Renascimento é Claudio Monteverdi, considerado o último madrigalista, sendo um compositor italiano muito influente em toda a história da música ocidental.

Renascimento: um novo período para a música

A música barroca de J. S. Bach

Logo após o Renascimento, chegamos ao período Barroco, em que o nome de Johann Sebastian Bach merece destaque.

A época é marcada pelo excesso de ornamentos, tanto que muitas decorações formais e de gala, em salão de festa de aniversário, por exemplo, seguem esse estilo. Na música, não seria diferente.

As composições de Bach eram marcadas pelo excesso de elementos, muitas delas, consideradas de difícil execução, pela interlocução de vozes. O cravo, que foi um antecessor do piano, era o instrumento protagonista.

O brilhantismo imperava no Barroco, ainda mais na figura de Bach, que era um compositor extremamente famoso, tanto pelas suas músicas religiosas quanto “pagãs”.

Até hoje, suas fugas e prelúdios são usados em várias composições modernas, como em produção musical gospel. Um destaque é a canção “Ave Maria”, de Charles Gounod, que tem como inspiração o Prelúdio em C (Dó) menor de Bach.

Classicismo: o auge da música na Europa

O Classicismo é o período em que a música atingiu o auge na Europa Ocidental. Alguns compositores conhecidos desse período são:

  • Wolfgang Amadeus Mozart;
  • Piotr Ilitch Tchaikovski;
  • Franz Schubert;
  • Joseph Haydn.

Alguns consideravam que Ludwig Van Beethoven também era um compositor clássico, embora algumas composições também façam parte do período Romântico, como a famosa “Sonata ao Luar”.

No Clássico, a música adotou tons de elegância, sendo tocada em grandes bailes da Corte e associada às elites. As óperas ganham destaque nessa época.

O período Romântico

O período Romântico, ou Romantismo, também ficou conhecido por apresentar muitos compositores brilhantes, como Frédéric Chopin e Franz Liszt. 

Diferentemente do Clássico, onde a ideia era buscar o equilíbrio, aqui a música tinha uma grande liberdade de estrutura, sendo carregada por emoções e sentimentos. A intenção dos músicos era exprimir a sua alma nas composições.

A música no século XX

O século XX foi um período de revoluções. Além das transformações de âmbito cultural, a música também se desenvolveu em termos tecnológicos, com grandes inovações na forma de reproduzir, tocar e gravar as canções.

Foi no século XX que observamos os primeiros aparelhos de som para festa completo, bem semelhantes ao que conhecemos hoje.

Mas esse período também foi bastante intenso. Agora, a música podia ser expressada de muitas maneiras e os mais diferentes estilos musicais começaram a surgir.

Em pouco tempo, viu-se uma explosão de sonoridades, composições e arranjos nunca antes imaginados.

O rock, o pop, as músicas regionalizadas de cada país faziam eco em todo o mundo. Aos poucos, uma canção produzida em um país já conseguia ser ouvida por milhares de pessoas.

Com o passar do tempo, vimos diversas músicas usadas em aula de pilates funcional, em shows grandiosos, filmes e eventos. 

Até mesmo como símbolo de protesto a música já foi usada. Aqui, vale um grande destaque para o Brasil, que nos anos de 1960-1970, mostrou ao mundo o quanto seus artistas bradavam contra o autoritarismo.

Portanto, a música e a tecnologia começaram a andar de mãos dadas. Esse foi o grande salto para a nossa música de hoje, no século XXI.

O que é a música hoje?

A música hoje é expressão, arte e cultura. Também é profissão, empreendimento e investimento. Afinal de contas, é uma indústria altamente lucrativa, ainda mais para quem se propõe a se debruçar na carreira.

Vale dizer que você não precisa ser um grande compositor. Hoje em dia, há várias formas de trabalhar com música. Você pode, por exemplo, ter um estúdio musical profissional ou ser um produtor de uma banda.

Portanto, a música é cada vez mais uma identidade. Ela serve para juntar tribos e comunidades com gostos em comum, pode ditar artigos de moda, expressões e fazer parte de um imaginário coletivo.

Ouvimos a música em todos os lugares, seja na espera de um elevador, até nos famosos músicos de rua, que encantam o nosso dia a dia.

É quase impossível imaginar algo que não tenha música. É como uma mágica, que tem uma origem tão antiga quanto a própria humanidade.

O que é a música hoje

Conclusão

A origem da música se confunde com a origem da humanidade. Ela está lá, desde os primórdios, sendo parte dos rituais, celebrações, passagens e da construção da cultura.

Por esse motivo, é difícil datar um ano de surgimento da música. Praticamente, ela sempre esteve com a gente.

Mas conhecer a história da música é navegar por períodos muito distintos, mas que ajudam a compreender as canções que conhecemos hoje

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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